FORMAÇÃO DE EQUIPES - PARTE I | IAVB - Igreja Apostólica Vale da Bênção

FORMAÇÃO DE EQUIPES - PARTE I

FORMAÇÃO DE EQUIPES

(parte 1)

 

(Administrativa e Ministerial)

 

 

1 – Administrativas.

 

Texto = Êxodo 18:13-26.

 

Introdução:

O povo de Israel tinha acabado de sair do Egito. Moisés aconselhava o povo desde o amanhecer até o anoitecer. Numa atividade exaustiva tanto para ele como para o povo que buscava uma orientação. Devido a grande procura, a maioria saía sem conseguir falar com ele. Apesar de ser um homem de Deus, Moisés não estava conseguindo enxergar o seu erro. Precisou que seu sogro Jetro aparecesse para lhe chamar a atenção e assim mudar o método de liderança que estava utilizando para aconselhar o povo. Baseado neste episódio da vida de Moises, queremos refletir alguns pontos importantes para a formação de uma liderança eficaz junto ao povo de Deus.

 

1 – Novos Métodos para Novos Tempos. 

Moisés queria continuar repetindo os métodos antigos que havia aprendido com a sua família e com o seu clã. Moisés usava o método patriarcal em que toda a decisão passava pelo chefe do clã. Ele não se deu conta que eles já não eram uma pequena família, mas sim uma grande nação. Portanto, o método patriarcal era por si só ineficiente para atender a todos. O tempo e as pessoas mudam, sendo necessário à utilização de novos métodos e recursos que venham a levar o povo a uma direção segura. 

 

2 – Dividir Tarefas para não Sobrecarregar o Líder. 

A centralização do poder só sobrecarrega o líder, e mostra que ele não tem confiança nos seus liderados ou vê que ninguém é capaz de ajudá-lo. Esta centralização é fruto do sistema patriarcal, tinha a sua razão de existir antes, agora não. Ela pode gerar não só sobrecarga, mas também pode levar a uma apatia por parte do grupo. Consequentemente matará toda e vontade de liderança e serviço do povo. Um velho ditado é válido para os nossos dias: “Só se aprende fazer fazendo”.

 

3 – Mudando o Método para Ampliar os Resultados. 

A forma de trabalho que Moisés estava usando poderia gerar, devido à espera do povo: cansaço, desânimo e frustração. Com certeza o povo sairia da presença de Moises sem uma decisão. As consequências seriam óbvias: desvio de doutrinas, práticas imorais, quebra da comunhão com Deus e com o grupo. Portanto, cuidado em não insistir no método que não está trazendo resultados positivos.

 

4 – Bons Conselhos fazem toda a Diferença. 

Um bom líder sabe ouvir. Esta deve ser uma das características de um grande líder, de um verdadeiro homem de Deus. Isto é fruto da humildade. Moisés soube ouvir os conselhos de seu sogro, por sinal, também era um líder. As experiências dos mais antigos são sempre bem-vindas. Imaginemos se Moisés não desse ouvido aos conselhos de seu sogro!

 

5 – Desenvolvendo a Capacidade dos Liderados. 

Um bom líder é aquele que divide tarefas e forma discípulos. O método que Moisés empregava não só matava a liderança natural que existia na equipe, como impedia que novas lideranças surgissem ou fossem formadas. Por menor que seja a nossa equipe de liderança haverá sempre pessoas com capacidade para nos ajudar. Cremos que esse dom vem de Deus, ele mesmo se encarrega de levantar pessoas idôneas para estar ao nosso lado. Essas pessoas nos ajudarão a cumprir a tarefa que o Senhor nos ordena.

 

Conclusão:

Moisés descobriu que o método utilizado não era o melhor. Ainda que as intenções e o propósito fossem dar o melhor para o povo. Em certos momentos o líder precisará fazer uso dos recursos tanto materiais como técnicos para atender a todos. Não temos que ter medo de mudar no meio do caminho quando descobrirmos que o método que estamos utilizando não seja o melhor para o povo. Descobrindo o erro, é melhor mudar do que, por teimosia e prepotência, levar a equipe ao fracasso. Então, se for preciso, mude os métodos. 

 

Continua...

 

Ap. Milton Rocha Paes