SER EMBAIXADOR | IAVB - Igreja Apostólica Vale da Bênção

SER EMBAIXADOR

Texto: II Coríntios 5:20.

Introdução: O dicionário Aurélio, define a palavra Embaixador como: “aquele que pertence à categoria mais alta na representação diplomática de um país junto a outro”. A Bíblia nos chama de embaixadores em nome de Cristo. Então, vamos aprender sobre as atribuições de um embaixador, para saber quem ele é.

1 – Ocupa uma Posição Especial.

1º – No mundo antigo.

A palavra que dá origem ao termo embaixador trazia um significado importante: “mais velho”. Eles entendiam que a sabedoria derivada da idade era considerada um requisito necessário.

A preeminência que acompanhava a idade mais avançada levava não somente a uma função representativa no estrangeiro como também à função dentro da comunidade política de conselheiro.

2º – No Antigo Testamento. (Versão grega = Septuaginta).

A palavra embaixador vem da raiz presb, e tem duas áreas principais de significado: barbado, alguém que atingiu a maioridade legal; depois ancião, e tem o significado de “o mais velho em anos”, (um exemplo é o sacerdote Eli – I Sm. 2:22). A segunda área relevante no mundo antigo é que embaixador significava: negociador, embaixador, porta-voz, (Nm. 21:21-22; 22:5; Dt. 2:26).

3º – No Novo Testamento.

Aparece a palavra embaixada nas parábolas (Lc. 14:32; 19:14), no sentido de uma delegação política, uma missão diplomática. Em II Coríntios 5:20 expressa a natureza oficial da mensagem de reconciliação que o embaixador traz. Um embaixador de Cristo precisa ser referencia, precisa ser um modelo padrão: na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (I Tm. 4:12).

2 – Tem uma Missão Essencial.

1º – Ser um Construtor de Pontes.

A missão essencial dos embaixadores em nome de Cristo é a construção de pontes do reino celestial para este mundo terrestre; o contexto de II Co. 5:20 é o da reconciliação. O Apóstolo Paulo, nos mostra o ministério de Cristo reconciliando o mundo a Deus; Cristo se fez pecado para que a justiça de Deus fosse saciada (II Co. 5:21); Jesus, na cruz, mostrou Seu imenso amor por nós (Jo. 3:16 e Fl. 2:8), e todo o sofrimento de Jesus na cruz foi para que nos reconciliássemos com Deus. Ser um embaixador é levar esta mensagem, “a mensagem da reconciliação”.

Champlin nos diz: “Em sentido espiritual, deve o embaixador levar cada homem a compreender sua necessidade da benevolência daquele que o enviou, e, portanto, se reconciliar com ele. Portanto serão contados como inimigos enquanto essa reconciliação não for efetuada”.

2º – Ser um Representante.

É dada ao embaixador a missão de representar aquele que o envia. Se formos embaixadores em nome de Cristo, nossa responsabilidade é de grande importância, pois estamos representando o “Senhor dos Exércitos”, e devemos refletir o nosso Soberano Senhor através de nossa conduta. Portanto, devemos tomar cuidado para que não lancemos luz adversa sobre o caráter dAquele que nos enviou – Deus (Ef. 4:17-24; 5:1-2; Fl. 4:8-9). A Bíblia ensina claramente: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm. 2:15). Compete ao embaixador manter os elevados padrões de conduta daquele que o tem enviado.

3º – Ser um Conciliador.

O embaixador cristão deve ter a habilidade de conciliar, e não de causar contendas. Qualquer pessoa imbuída deste encargo deve possuir espírito diplomático, pois exerce a função de diplomata. Deve ser habilidoso para levar aos homens a mensagem daquele que o enviou. Não deve ser uma pessoa despreparada, insensível e ofensiva, atitudes que causam muito mais contendas do que conciliam. A Bíblia está repleta de textos neste sentido (I Co. 7:15; I Ts. 5:13b; Sl. 34:14; Rm. 12:18).

Como estão os seus relacionamentos interpessoais? Você está envolvido em intrigas? Ou está buscando conciliação? Faça uma pequena análise. Se você não está em paz com todas as pessoas, se há alguma mágoa no seu coração, procure imediatamente resolver esta situação. Lembre-se: Um embaixador tem habilidade da conciliação. Se você ainda tem dificuldades nesta área, peça a Deus, e Ele o ajudará.

Conclusão: A nossa elevada posição de embaixador em nome de Cristo não deve ser motivo de vanglória pessoal, (Gl. 5:26); e nem de menosprezo para com o mundo perdido e condenado, mas devemos entender a sublime responsabilidade que pesa sobre nós: ser representante de Deus neste mundo é um grande privilégio e também uma imensa responsabilidade. Por fim, devemos nos alegrar, pois o Deus Criador dos céus e da terra, o Todo-Poderoso, nos escolheu para este fim. Portanto, honremos nossa privilegiada posição com temor e tremor (Sl. 2:11).

Um abraço fraterno,