Lições de Perseverança - 3
3 – Jó e suas provações.
Jó continuou próspero materialmente e feliz espiritualmente por muitos anos, quando derrepente a tempestade desabou sem qualquer aviso. Foi uma série de golpes tão rápidos que mal um ocorria, logo um outro se lhe sucedia. Porém, sabia-se por outro lado, que a prosperidade material do crente nem sempre é sinal de que ele está direito com Deus. Para o raciocínio puramente humano, se há lucro é porque tudo está bem, e havendo contratempos e prejuízo é porque há pecado e julgamento, mas com Deus é diferente. Nem sempre é assim. O mundo diz: “sofrimento é derrota”, mas este pode ser uma escola quando Deus está no controle. As lições espirituais mais duradouras, mais influentes, mais lembradas e mais valorizadas pelo cristão são quase sempre as que foram aprendidas no sofrimento. (I Pedro 1:6-7).
1º – O acusador de Jó. (Jó 1:9-11; 2:4-5).
Deus declarou que Jó era seu servo, mas Satanás contestou as palavras de Deus e acusou Jó de interesseiro e oportunista. Enquanto Jó desfrutava de paz e prosperidade na terra, um conflito tinha lugar no mundo espiritual, e Jó era o centro da demanda. Satanás, na sua acusação, alegava que a fidelidade de Jó era devida ao favor divino para com ele, mas que em caso de uma prova ele abandonaria a Deus.
2º – A maior prova de Jó. (Jó 1:12; 2:10).
Deus permitiu que Satanás afligisse a Jó para demonstrar que neste mundo de infidelidade e de aparências há pessoas que amam a Deus de todo coração, consagrando-lhe o seu melhor, e que O servem fielmente, aconteça o que acontecer. Logo Satanás entrou em ação contra Jó dentro dos limites que Deus traçou. Ele destruiu tudo o que Jó possuía e em seguida o acometeu de uma atroz, repelente e dolorosa enfermidade.
3º – Os amigos filósofos de Jó. (Jó 13:4-5; 16:2).
Apesar de toda perplexidade, perdas e sofrimentos, tanto no lar como fora dele, pois até os seus amigos o repeliram, e os que vieram consolá-lo eram uns falsos filósofos tagarelas. Jó, num desabafo, os classificou como médicos que não valem nada, e consoladores molestos. Jó não pecou contra Deus, nem com atos, nem com palavras (Jó 2:10). A sua preocupação era a de não pecar contra Deus. Que Deus nos conceda igrejas e lares cheios de discípulos assim, que abominem o pecado. Mais tarde, no auge da dor, do abandono, ele pronunciou palavras impensadas pelas quais foi admoestado, como veremos na próxima semana.
Continua na próxima semana...